Le véritable voyage de découverte ne consiste pas à chercher de nouveaux paysages, mais à avoir de nouveaux yeux. Marcel Proust - A La Recherche du Temps Perdu















quarta-feira, 31 de agosto de 2011

À atenção do (excelente blogue) rails i ferradures

Não tendo outra forma de o fazer, mas aproveitando para chamar  a atenção, sobretudo dos que se interessam pela temática dos transportes, para a excelente qualidade do vosso blogue, e a propósito dos vossos interessantes posts sobre o  monorail, envio-vos este modestíssimo contributo.

Na revista O Occidente, de 21 de Setembro de 1886,

N279_0001_branca_t0

é publicada uma pequena notícia na rubrica Actualidades Scientificas sobre Os caminhos de ferro aereos de trem cylindrico pelo systema Meigs.

N279_0003_branca_t0

Acompanhada por uma ilustração

N279_0005_branca_t0

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ponto de situação dos conteúdos do blogue

Desde início este blogue foi criado para ir colocando textos e imagens, sobre a cidade do Porto, e sobre muitos outros e variados assuntos que fazem parte dos meus diversificados interesses. Não existindo qualquer plano para estas mensagens, decorrendo da minha disposição de momento, julgo no entanto chegado o momento de tentar fazer um ponto de situação, de todo este conjunto de textos e imagens. Assim elabora-se uma espécie de índice comentado das mensagens incluindo aquelas que se prevê completar.

Porto

Como o próprio nome do blogue indica, a maior parte das mensagens são sobre a cidade do Porto, mas nem todas estão organizadas sob esta etiqueta.

Assim, um dos conjuntos de mensagens sobre o Porto, refere-se aos diversos planos da cidade, mas nem todos se esgotam no planeamento, procurando contextualizar os diversos planos com a evolução da cidade.

I - Os planos para o Porto – dos Almadas aos nossos dias

1. (Segunda-feira, 16 de Agosto de 2010)                                    O “Plano de Embelezamento” dos Almadas incluindo o período de 1820 a 1824, com o subtítulo José Francisco de Paiva urbanista?, e o seu Plano da Cidade do Porto.

2. (Quarta-feira, 28 de Julho de 2010)                                                         A Planta Topográfica da Cidade do Porto de 1839 publicada anteriormente no blogue , comparada com planta de W. B. Clarke de 1833 e a evolução da cidade depois do Cerco do Porto.

3. (Terça-feira, 17 de Agosto de 2010)                                                       O período de 1840 a 1881 – o crescimento da cidade sem plano; A planta de Perry Vidal de 1844 e corrigida em 1865; O Plano de Correia de Barros e a Carta Topographica da Cidade do Porto de Augusto Gerardo de Telles Ferreira 1892

4. (Quarta-feira, 18 de Agosto de 2010)                                                     Os Planos para a Avenida da Cidade                                                 A Proposta de Carlos Pezerat de 1889 e a Proposta da 3.a Repartição Técnica da CMPPraça da Liberdade e Trindade. Projecto de uma Avenida ligando estas Praças” de 1915.

5. (Segunda-feira, 23 de Agosto de 2010)                                                  O Plano Barry Parker

1. Barry Parker 2. Barry Parker no Porto 3. O Projecto para a Avenida da Cidade de Barry Parker publicado em “The Builder” 1916 4. A Praça da Trindade 5. A Praça do Município 6. O edifício da Câmara 7. O troço da Avenida entre as duas praças 8. A edificação ao longo da Avenida 9. A Praça da Liberdade 10. O Plano global 11. Do projecto de Barry Parker à realidade da Avenida

6. (Quarta-feira, 25 de Agosto de 2010)                                                      O Plano Cunha Morais 1916

7. (Quarta-feira, 1 de Setembro de 2010)                                                    O Prólogo ao Plano da Cidade do Porto de Ezequiel de Campos 1932

1. Ezequiel de Campos 2. O Prólogo e o Porto dos anos 20

8. (Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010) Os planos dos Italianos

I Parte -  Aspectos dos anos 30

I post. 1. A consolidação do Estado Novo 2. Propaganda e Obras Públicas  3. Portugal 1934 – SPN 4. Os Concursos para Sagres 5. As Exposições no estrangeiro: a Exposição Ibero-Americana de Sevilha de 1929 , a Exposição Colonial de Paris em 1931,  a Exposição de Paris 1937 (Exposition Internationale des Arts et Techniques dans la Vie Moderne) e a Exposição de Nova Iorque em 1939 ( New York World's Fair).

II post. (Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010) Notas sobre o cinema português entre guerras

III post. (Terça-feira, 28 de Setembro de 2010) Duarte Pacheco (1899/1943) e a política de Obras Públicas

1. O concurso dos Liceus 2. Os edifícios dos CTT 3. Lisboa, capital do Império  4. Arquitectura do Estado Novo 5. A iniciativa privada 6. Cinemas, Garagens, Hóteis, etc. 7. A habitação 8. Duas obras significativas do período: O Café Portugal, e a Igreja de Nossa Senhora de Fátima

II Parte – A Cidade do Porto

IV post. (Sábado, 9 de Outubro de 2010) - A Exposição Colonial do Porto 1934

V post. (Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010) Marcello Piacentini

1. A Praça da Vitória em Brescia 1929-1932 2. A Cidade Universitária de Roma (1933-1935) 3. A Via da Conciliação em Roma; Os colaboradores que vieram ao Porto: Giorgio Calza Bini e Vincenzo Civico; As propostas de Piacentini para o Centro; Alguns aspectos da Área Central do Porto na década de 30. O Porto em 1938: 1. os edifícios públicos 2. A iniciativa privada 3. A edificação das ruas da área central ao longo dos anos 30/40. Alguns exemplos. O fim do contrato com Marcello Piacentini

VI post. (Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010) Giovanni Muzio

A colaboração do arquitecto Giovanni Muzio (1893-1982) 1. Estudos para o Plano Regulador 2. Última visita de Muzio ao Porto

9. O Ante plano e o Plano Regulador de A. Almeida Garrett, a completar e publicado no Porto onde nasci e cresci… 2 (Sexta-feira, 6 de Agosto de 2010)

10. (Terça-feira, 12 de Abril de 2011)                                                           O Plano Director da Cidade do Porto, 1962 Robert Auzelle                                                                                                                       I post 1. Robert Auzelle (Gaston Léon) 1913-1983 2. As grandes opções do Plano 3. A estrutura do Plano 4. A Cidade e o Plano - O Porto nos anos da elaboração do Plano. 5. A estrutura da cidade 6. O Método dos hectares-tipo 7. O Porto e os concelhos limítrofes  8. O porto de Leixões 9. O aeroporto de Pedras Rubras 10. As ligações ferroviárias 11. As ligações rodoviárias  12. A Ponte da Arrábida (1956-1963) 13. A ponte do Freixo no plano Auzelle 14. A ponte Luís I

(Quarta-feira, 13 de Abril de 2011) II post As entradas na cidade a norte 1 - Entrada no Porto pela praça da Cidade do Salvador  2 – Entrada no porto pela Via Rápida (avenida Marechal Carmona, avenida AEP) 3 – Entrada pela Via Norte 4 – Entrada pela Avenida Fernão de Magalhães; A circulação no interior da cidade – Rede viária fundamental; A circulação no centro; Os Transportes Colectivos  1. O eléctrico e o troleicarro 2. O autocarro 3. Os autocarros suburbanos 4. As Gares dos transportes rodoviários; O Centro 1. Os projectos do Estado Novo para o Centro: Os Paços do Concelho, o Palácio dos Correios do Porto e o Palácio da Justiça; A Baixa como centro financeiro

(Sexta-feira, 29 de Abril de 2011) III post Os escritórios; A rua de Ceuta; Propostas para a terciarização do Centro - O Centro de Negócios 1. A Praça da Trindade 2. Cruzamento dos eixos sul-norte e poente-nascente 3. A zona Gonçalo Cristóvão /Sá da Bandeira 4. A rua Sá da Bandeira;  A vida cultural 1. Música 2. Cinema 3.Teatro; O Pavilhão dos Desportos do Palácio de Cristal e a Feira Popular; Os Institutos estrangeiros de cultura; Turismo e Hotéis

(Segunda-feira, 2 de Maio de 2011) IV post A Avenida da Ponte; A zona histórica; A área central poente - a zona da Cordoaria.

(Terça-feira, 3 de Maio de 2011) V post A Escola Superior de Belas Artes, os Concursos para Professores 1962 – 1963 e a XI Exposição Magna; As propostas do Concurso para Professor de Arquitectura: 1. O estudo de Fernando Távora 2. O estudo de Octávio Lixa Filgueiras 3. O estudo de José Carlos Loureiro; A área central nascente – a Praça dos Poveiros

(Sexta-feira, 20 de Maio de 2011 e Sábado, 21 de Maio de 2011) VI e VII post As zonas residenciais A zona das Antas 1. edifícios 2. O Plano de Arménio Losa 3. A proposta do Plano Director 4. A praça Velasquez 5. A rua da Alegria e a urbanização do Campo do Luso; A Pasteleira 1. A proposta do Plano Director 2. O Jardim do Ouro (largo António Calem); A zona da Boavista e o Parque Residencial da Boavista; A zona da Foz/Nevogilde;                                                                                                             A Avenida Nun’Álvares no concurso para professor de Urbanologia na ESBAP em 1961/62. 1 - João Mello Breyner Andersen (1920/1967) 2 - David Moreira da Silva (1909-2002), 3 - Fernando António Lorenzini Borges de Campos;                            A marginal fluvial

(Domingo, 22 de Maio de 2011) VIII post O Plano Director e o Ensino: 1. O Ensino Primário 2. O Ensino Técnico e Liceus 3. Universidade e Cidade Universitária

A publicar:

O Plano Director Municipal (Castel-Branco 1979-1993) e a cidade do Porto

O Plano Director Municipal (Fernandes de Sá 1999-2005)                

________

II - Os bairros Sociais no Porto

1. Introdução e os bairros do Comércio do Porto (Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010)

A situação em Lisboa e no Porto Lisboa: os Pátios e as Vilas; O Porto e as ilhas; Os Bairros do início do século 20; Os Bairros de O Comércio do Porto 1. O Bairro de Monte Pedral (1899/1905) 2. Bairro de Lordelo do Ouro (1901/03) 3. Bairro operário do Bonfim (1904/08); Quadros comparativos dos três bairros

2. Os Bairros da República (Domingo, 19 de Dezembro de 2010)

Colónia Antero de Quental (1914); Colónia Estêvão de Vasconcelos (1914) Colónia Viterbo de Campos (1916/17); Colónia Manuel Laranjeira 1917; O Decreto n.º 4.137 de 25 de Abril de 1918 e o Bairro Sidónio Pais 1919/29; O Bairro Ignez (1915); A localização dos bairros

3. Os bairros do Estado Novo (Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010)

O período de consolidação do Estado Novo; Lisboa; Porto: O Bloco da Rua de Saldanha 1937/40 - uma experiência sem continuidade, de habitação social colectiva; Os Bairros e a “Casa Portuguesa”; O Decreto Lei n.º 28 912 de 12 de Agosto de 1938; Os Bairros: 1. Bairro de Casas Económicas do Ilhéu / Bairro de Casas Económicas Oliveira Salazar (1934/35) 2. Bairro de Casas Económicas das Condominhas (1934/35) 3. Bairro de Casas Económicas do Ameal (1938 e 1958) 4. Bairro de Casas Económicas da Azenha (1937/1939) 5. Bairro de Casas Económicas de Paranhos (1935/1939) 6. Bairro de Casas Económicas de Ramalde (1935/39 7. Bairro de Casas Económicas de S. Roque (1938/40) 8. Bairro de Casas Económicas de Costa Cabral (1939/42) 10. Bairro de Casas Económicas Marechal Gomes da Costa (1947/50); Localização dos bairros de 1ª, 2ª e 3ª geração.

4. Os Bairros do Plano de Melhoramentos (Sábado, 8 de Janeiro de 2011 e Terça-feira, 1 de Fevereiro de 2011)

Parte I – Os antecedentes

O Congresso Nacional de Arquitectura 1948; O Bairro de Alvalade em Lisboa 1945/48; Os Blocos de habitação colectiva; Algumas realizações de habitação colectiva entre 1948 e 1955: Lisboa 1.O Bairro das Estacas (1949 /1955) 2. Blocos do cruzamento da Av. dos EU-A e Av. de Roma (1952/1957)  3. O conjunto de blocos perpendiculares á via do lado E da Avª dos EUA (1955/58) 4. Conjunto Habitacional da avenida Infante Santo (1953) 5. O Bloco das Águas Livres (1953/56); Porto: Localização dos blocos; 1. O Bloco da Carvalhosa (1945/50) 2. O Bloco da Constituição (1953) 3. O Bloco de Costa Cabral (1953) 4. O Edifício Ouro (1950) 5. O Edifício Parnaso (1954/57) 6. O Edifício na praça D. Afonso V (1953).  A Unidade Residencial de Ramalde 1952/60

Parte II – os bairros sociais

Lisboa e o Bairro dos Olivais; O Plano de Melhoramentos do Porto 1956/66; Os planos de urbanização dos bairros; Acção Social e Assistência; As Tipologias dos fogos; A Organização dos fogos

Alguns Bairros do Plano de Melhoramentos 1956/66 1. Bairro do Bom Sucesso, Massarelos (1956) 2. Bairro do Carvalhido, Paranhos (1957) 3. Bairro da Pasteleira, Lordelo (1957) 4. Bairro do Outeiro Paranhos (1958)  5. Bairro do Regado, Paranhos (1962) 6. Bairro de S. Roque, Campanhã (1959) 7. Bairro da Fonte da Moura, Aldoar (1960) 8. Bairro Eng. Arantes e Oliveira (Campinas) Aldoar (1963) 9. Bairro do Cerco do Porto, Campanhã (1961) ; A II Fase do Plano de Melhoramentos 1966-1973; Algumas conclusões

A publicar

O Saal; O final do século XX

_______________

III - O Porto onde eu nasci e cresci…

Esta rubrica vai ser reformulada, para adquirir um conteúdo mais pessoal, já que muitos dos temas melhor estariam nas rubricas anteriores.

O Porto onde eu nasci e cresci…1 Quarta-feira, 4 de Agosto de 2010

A situação nacional: O neo realismo, As Exposições Gerais de Artes Plásticas: O cinema O Neo Realismo Italiano ; A arquitectura e o planeamento ; O Congresso de 48 ; O ODAM

O Porto onde eu nasci e cresci…2  Sexta-feira, 6 de Agosto de 2010

O Porto e o seu território: O Plano Regulador da Cidade do Porto; O Aeroporto de Pedras Rubras; O porto de Leixões; A Cidade do Porto: O Hospital de S. João; A Área Central; Praça e Avenida dos Aliados; O edifício dos Paços do Concelho ; Os edifícios de remate a norte da avenida; Carlos Ramos (1897 – 1969); O Palácio dos Correios do Porto ; A Feira do Livro; Os Jornais; Os cafés ; O Café Rialto; O Teatro Experimental do Porto ; A Praça D. João I 1940/50– ARS

A publicar:

espaços, percursos e territórios da minha infância e adolescência

______________________

IV - O Porto há cem anos

O Porto há cem anos 1 - uma visita ao Porto em 1910

I post . (Sexta-feira, 14 de Maio de 2010)

Introdução. A cartografia. Alguns aspectos do Porto no início do século XX.

De Leixões ao Centro, a chegada por via marítima

1. Chegada a Leixões e percurso até ao Centro

a) na máquina até à Boavista. O percurso pelo tramway a vapor. A avenida da Boavista. A Praça Mouzinho de Albuquerque (Rotunda da Boavista): O Real Colyseu; a Estação do caminho de Ferro; o cemitério de Agramonte; o Hospital Militar; a casa de Ricardo Severo.

II post. (Segunda-feira, 17 de Maio de 2010)

2. O percurso de carro eléctrico

Avenida de Carreiros; A Foz do Douro, Passeio Alegre, Cantareira e Sobreiras; o Logar da Arrábida; o Cais do Bicalho.  A Alameda de Massarelos.

percursos alternativos: A) pela  rua da Restauração e B) Seguindo de Massarelos pela marginal a Miragaia.

III post. (Segunda-feira, 17 de Maio de 2010)

2. O percurso de carro eléctrico (conclusão)

A Alfândega Nova Rua Nova da Alfândega, passando pela igreja de S. Francisco até à Praça do Infante D. Henrique. O Palácio da Bolsa. O Mercado Ferreira Borges. A estátua do Infante D. Henrique. A rua do Infante D. Henrique e a Feitoria Inglesa,

Da praça do Infante até à Praça de Almeida Garrett, onde se situa a (futura) Estação de S. Bento: a) pela rua Mouzinho da Silveira. b) pela rua das Flores: a Santa Casa da Misericórdia do Porto, A Estação Central de S. Bento.

O Porto há cem anos 2 Terça-feira, 18 de Maio de 2010

Da Estação de Campanhã à praça da Batalha

a ponte Maria Pia; estação de Pinheiro de Campanhã

1) percurso do eléctrico: pela  rua Pinto Bessa, igreja do Senhor do Bonfim e da Boa Morte; Campo 24 de Agosto; rua de Santo Ildefonso largo do Padrão rua Formosa rua de D. Pedro

2) percurso do eléctrico pela rua da Estação, rua do Freixo, rua do Heroísmo; Cemitério do Prado do Repouso; A urbanização do Campo do Cyrne.rua de São Lázaro ;Jardim de S. Lázaro com a Biblioteca e a Escola Portuense de Belas Artes; rua de Entre Paredes; Praça da Batalha: o o monumento a D. Pedro V, O teatro S. João, o café Águia de Ouro e o Theatro Águia d’Ouro, o Clube dos Fenianos, a papelaria e tipografia Académica e o Novo Salão High-Life; os hóteis

O Porto há cem anos 3 Sexta-feira, 28 de Maio de 2010

De Gaia ao centro do Porto por via terrestre

O mosteiro da Serra do Pilar. A Fábrica das Devezas. A Ribeira de Gaia. O tabuleiro inferior da ponte Luiz I. O Cais da Ribeira. A Praça da Ribeir. O desembarque do bacalhau. O Interior da Ribeira. Os Guindais- As Escadas do Codeçal. A rampa da Corticeira. O Areínho em Vila Nova de Gaia. O tabuleiro superior da ponte Luís I. A Sé o Paço Episcopal e a Igreja dos Grilos. O largo da Penaventosa. O Aljube. O Arco das Verdades.  A Travessa de Sant’Anna e as Escadas de Sant’Anna. A Igreja de Santa Clara e as ruínas do Convento. A rua Chã; rua do Loureiro; Praça de D. Pedro; a rua do Corpo da Guarda.

O Porto há cem anos 4 Sábado, 5 de Junho de 2010

A praça de D. Pedro IV

Os Paços do Concelho. O Hotel de Francfort. A capela dos Reis Magos. A estátua equestre de D. Pedro IV. Os cafés. O edifício das Cardosas.

O Porto há cem anos 5 Terça-feira, 15 de Junho de 2010

Percurso da Praça de D. Pedro pela Rua de Santo António até à praça da Batalha, rua de Santa Catarina,  rua Passos Manuel ou rua Formosa, até à rua Sá da Bandeira e de novo à praça de D. Pedro.

A rua de Santo António: Os grandes Armazéns Hermínios. Moreira de Sá. Ourivesaria Reis. Tabacaria Africana, etc.. A rua de Santa Catarina: a Photographia Alvão, a Photographia Guedes, a padaria Viuva Faria & Filho, os Armazens Mattos, o Bazar do Porto, a Confeitaria Parisiense, o Grande Hotel do Porto. A rua de Passos Manuel: o Jardim Passos Manuel, o Atheneu Commercial do Porto, a Portugal Previdente Companhia de Seguros. A rua Formosa: a Photographia Biel, a Photographia Medina, a Pharmacia do Bolhão, a Rocha Oliveira & Irmão, a Casa de machinas de coser Singer, o mercado do Bolhão. A rua Fernandes Thomaz: a Estamparia do Bolhão, a Fundição do Bolhão, a Memória de D. Pedro V. A rua Sá da Bandeira: a photographia Central, os armazens de vinhos Borges & Irmão, o Estabelecimento de Optica, Cirugia e Electricidade de Pinto Meirelles, a Companhia de Seguros Tranquilidade Portuense, a casa Hyppolyte André, a Londres no Porto, a Casa Guimarães, a Bengala da Moda, a sapataria Novidade, a Casa Velludo, a camisaria Paris no Porto, o deposito do Ferroquinol, a casa de Bicycletas Raleigh, a A Luz, a chapelaria Grand Chic, o theatro Príncipe Real, a casa bancária Borges & Irmão.

O Porto há cem anos 6 Sábado, 3 de Julho de 2010

Da Praça de D. Pedro ao Palácio de Cristal

O Largo dos Lóios. A rua dos Clérigos. A Igreja e a Torre dos Clérigos. A Rua das Carmelitas (antiga rua do Anjo): os Armazéns de Santo António, a livraria, papelaria e typographia, de Francisco Joaquim d’Almeida, o bairro das Carmelitas, a Casa Fernandes, Matos & C.ª – Armazéns das Carmelitas 1904, o edifício 4 Estações 1905 de José Marques da Silva, os Armazéns da Capela, a Livraria Chardron, o mercado do Anjo, o Cadeia e Tribunal da Relação, o mosteiro de S. Bento da Victoria, a igreja de N. Sr.ª da Vitória, o Passeio das Virtudes, o Jardim da Cordoaria: o Hospício dos Expostos, o mercado do Peixe. O Carmo, a Igreja do Carmo e o Hospital da Ordem Terceira do Carmo, o Quartel da Guarda Municipal, a Escola Médico Cirúrgica. A praça dos Voluntários da Rainha: a Fonte dos Leões, os Grandes Armazens do Chiado, a Academia Polytecnica e Instituto Industrial.  O Hospital de Santo António. O jardim Botânico e o jardim do Carregal. A rua do Triumpho: o horto de Alfredo Moreira da Silva, o palácio dos Carrancas, o Quartel da Torre da Marca. O Palácio de Cristal

A publicar:

O Porto há cem anos 7 – do Palácio de Cristal à praça de D. Pedro…

_____________

V - Uma visita ao Porto com D. Pedro II Imperador do Brasil

1ª parte Sexta-feira, 23 de Julho de 2010

2ª parte Domingo, 16 de Janeiro de 2011

____________________

VI - Apontamentos sobre as Armas do Porto Quarta-feira, 14 de Julho de 2010

_____________________

Cidades

Apontamentos sobre terras, fortalezas e cidades em Os Lusíadas de Luís de Camões

Apontamentos sobre terras, fortalezas e cidades… 1 Sexta-feira, 15 de Julho de 2011

1. Os Lusíadas 2. Canto I: 1. A Taprobana Ceilão; 2. A ilha de Sumatra como a Taprobana; 3. Madagáscar. 4. A ilha de Moçambique

Apontamentos sobre terras, fortalezas e cidades… 2 Domingo, 24 de Julho de 2011

5. Sofala 6. Quíloa 7. Mombaça

Apontamentos sobre terras, fortalezas e cidades… 3 Quarta-feira, 27 de Julho de 2011

8. Ormuz

Apontamentos sobre terras, fortalezas e cidades… 4 1ªparte Quinta-feira, 18 de Agosto de 2011 e 2ª parte Sexta-feira, 19 de Agosto de 2011

9. Diu

a publicar: 10. Goa, 11. Cananor, 12. Calicute, …

__________________

Iconografia Urbana

1. A representação da cidade na pintura dos séculos XIV, XV e XVI Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010

2. Os Livros de Cidades no século XVI e inícios do século XVII Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010

______________

Lisboa: do Jardim Público às Avenidas Novas

 Lisboa: Do Jardim Público às Avenidas Novas 1 Quarta-feira, 9 de Junho de 2010

A Avenida da Liberdade

O Passeio Público. Os projectos para a Avenida: José Gregório de Rosa Araújo. Miguel Carlos Correia Pais. A inauguração da Avenida e os Restauradores. O Palácio Foz. O Eden Teatro. A Abertura da Avenida. As Arquitecturas. O Prémio Valmor. Palácio Adolfo Lima Mayer. Palacete Conceição e Silva. Casa Lambertini. Michel’Angelo Lambertini. Os Painéis de José Malhoa. O Hotel Vitória. Edifício de habitação António José Gomes Netto. Edifício sede do Diário de Notícias. Edifício propriedade de Domingos da Silva. Hotel Veneza.

Lisboa: Do Jardim Público às Avenidas Novas 2 Domingo, 20 de Junho de 2010

A Avenida da Liberdade (continuação)

A garagem Peugeot. Os Painéis de Almada Negreiros no Diário de Notícias. O Teatro da Avenida 1888. O Teatro Tivoli. O Teatro da rua dos Condes. A Casa de Rosa Damasceno  (Hotel Tivoli). O Bairro e a Rua Barata Salgueiro. A Sede da Sociedade Nacional de Belas Artes. A rua Braamcamp. Edifício da rua Braamcamp. A Rua Alexandre Herculano. Edifício de Ventura Terra.  A Sinagoga de Lisboa A garagem Auto Palace. 2 edifícios de habitação. O Parque da Liberdade. A Praça Marquês de Pombal. A Penitenciária Central de Lisboa. O Concurso para o Monumento ao Marquês de Pombal. O Palacete Henrique Mendonça.

a publicar:

A avenida  Fontes Pereira de Melo; a avenida 5 de Outubro; a avenida Duque de Loulé; a avenida da República; o Campo Grande.

__________________

Exposições

1. Exposição do Mundo Português

post 1 Quarta-feira, 19 de Maio de 2010,

post 2 Quinta-feira, 20 de Maio de 2010

post 3 Quarta-feira, 26 de Maio de 2010

2. Um percurso pelo Weissenhof Siedlung, Stuttgart 1927

post 1 Domingo, 20 de Fevereiro de 2011

post 2 Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011

__________________

Pintura

1 . Notas sobre Pintura: Georges Seurat “Un dimanche d'après midi à la grande Jatte 1884-1886” Quinta-feira, 6 de Maio de 2010

2. Os páineis das Estações Marítimas de Lisboa de Almada Negreiros

Os painéis da gare de Alcântara Sexta-feira, 21 de Maio de 2010

Os painéis da gare do Conde de Óbidos Segunda-feira, 24 de Maio de 2010

3. A Virgem do chanceler Rolin (La Vierge du chancelier Rolin) Quinta-feira, 3 de Junho de 2010 e Mais sobre a Duquesa de Borgonha e Jan van Eyck. Sábado, 17 de Julho de 2010

4. Marat assassiné par Jacques Louis David Quinta-feira, 1 de Julho de 2010

5. A greve Terça-feira, 26 de Outubro de 2010

6. Il Quarto Stato Sábado, 30 de Outubro de 2010

________________________

Um percurso visual pela Divina Comédia

Um percurso visual pela Divina Comédia 1 Sábado, 11 de Junho de 2011

I Parte – breve biografia de Dante e Dante no exílio II Parte - A Divina Comédia de Dante III Parte - Um percurso visual pela Divina Comédia

O Inferno - do Canto I ao Canto VIII

Um percurso visual pela Divina Comédia 2 Terça-feira, 14 de Junho de 2011

O Inferno (continuação) - do Canto IX ao Canto XXI

Um percurso visual pela Divina Comédia 3 Quarta-feira, 15 de Junho de 2011

O Inferno (conclusão) - do Canto XXII ao Canto XXXIV

Um percurso visual pela Divina Comédia 4 Quinta-feira, 23 de Junho de 2011

O Purgatório - do Canto I ao Canto XVII

Um percurso visual pela Divina Comédia 5 Quarta-feira, 29 de Junho de 2011

O Purgatório (continuação) - do Canto XVIII ao Canto XXIV

Um percurso visual pela Divina Comédia 6 Quinta-feira, 30 de Junho de 2011

O Purgatório (conclusão) - do Canto XXV ao Canto XXXIII

a publicar:

Um percurso visual pela Divina Comédia 7  Paraíso; A Divina Comédia e a arquitectura: o Danteum

_______________________

Cinema

Apontamentos sobre Il Gattopardo de Luchino Visconti (1906-1976) Domingo, 9 de Maio de 2010

Há ainda referências ao cinema português  em Os planos dos Italianos 2 e ao cinema neorrealista em O Porto onde eu nasci e cresci…1

Arquitectura

Nos 50 anos da publicação de "Arquitectura Popular em Portugal” Terça-feira, 8 de Março de 2011

Os rostos da Arquitectura Domingo, 5 de Dezembro de 2010

Small is beautiful

O edifício da Secessão Vienense 1897/98 Domingo, 13 de Junho de 2010

A publicar:

O Pavilhão de Barcelona de Mies van der Rohe; O Pavilhão de ténis da Quinta da Conceição Matosinhos de Fernando Távora,

______________________________

Transportes

1. Transportes marítimos e fluviais no Porto

Transportes marítimos e fluviais no Porto 1 Terça-feira, 27 de Abril de 2010

1. O século XVI e XVII – as primeiras representações gráficas do Porto 2. A Carta de Lucas Waghenaer – 1583 3. A Carta do Rio Douro e perspectiva da cidade do Porto 1639 de Willem Blaeu (1571-1638. O século XVII - 4. A Carta de Pedro Teixeira Albernaz (ca. 1595-1662); 5. Carta “Nieuwe Pascaert van Portugal van C. de Finisterre, tot aen C. de Sit. Vincente” 16.. Jacobus ROBIJN (1649- c.1707); 6. A gravura de Pier Maria Baldi

Os elementos de referência na barra do Douro Terça-feira, 27 de Abril de 2010

1. A Torre da Marca 2. Forte e Igreja de S. João da Foz 1527 Francisco de Cremona (1528-1534)  3. O farol do Anjo 1527 4. O farol e a ermida de N.ª S.ª da Luz 5. Capela de Santa Catarina fundada em 1395 6. Convento de Santo António de Vale Piedade 1569

Os transportes marítimos e fluviais 2 Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

O Douro nas imagens do século XVIII 1. A gravura e a pintura de Duncalf 1736

Os transportes marítimos e fluviais 3 Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

2. A gravura de Teodoro de Sousa Maldonado 1789 3. A Planta Geográfica da Barra da Cidade do Porto de Teodoro de Sousa Maldonado

Os transportes marítimos e fluviais 4 Quinta-feira, 29 de Abril de 2010

4. A gravura de Manoel Marques de Aguilar 1791

Os transportes marítimos e fluviais 5 Quinta-feira, 29 de Abril de 2010

5. A gravura da Foz de Manuel Marques de Aguillar 1790 6. A gravura da entrada da Barra de Manuel Marques de Aguillar 1797

Os transportes marítimos e fluviais 6 Quinta-feira, 29 de Abril de 2010

O século XIX 1. A segunda invasão francesa 1809 2. A planta da Barra do Porto de Marino Miguel Franzini 3. A Planta Redonda – de Georges Balck 4. A gravura de Henry Smith 1813

Os transportes marítimos e fluviais 7 Quinta-feira, 29 de Abril de 2010

5. A gravura de H. L’ Evêque (1769-1832) 1817 6.  As gravuras de Robert Batty 1789-1848 7. A estampa de E. Belcher 1833 8. A gravura do barão de Forrester 1835 9. A estampa de George Vivian 1839

Os transportes marítimos e fluviais 8 Sexta-feira, 30 de Abril de 2010

Do navio à vela ao navio a vapor. O barco a vapor no Porto. O vapor no rio Douro entre o Porto e a Foz. O vapor Porto. As imagens com a ponte Pênsil – 1. A gravura de Doray 2. A gravura de António Sousa Vaz 3. As litografias de Louis Lebreton (1818-1866) 4. A gravura de Joaquim Manuel das Neves 5. A gravura de Gonin. Os vapores no Douro. As carreiras internacionais nos barcos de rodas. A fotografia.

_________________________________

Os Transportes terrestres

os transportes terrestres 1 Sexta-feira, 30 de Abril de 2010

Os transportes rodoviários: A liteira; A diligência e a mala-posta. O transporte urbano: A cadeirinha; Os veículos urbanos de tracção animal: O carro de bois; O carroção

os transportes terrestres 2 Sábado, 1 de Maio de 2010

O omnibus

os transportes terrestres 3 Domingo, 2 de Maio de 2010

Os transportes urbanos privados ou de aluguer: A sege; A Traquitana; O Cabriolé; A Caleche ou caleça; A Barouche; A Vitória; O Phaetont, Faeton ou Faetonte; O Dog-cart; O Landau; O coupé ou Cupê; O fiacre. Os trens de praça ou de aluguer: As tipóias

Os transportes sobre carris

1. O caminho de ferro Quarta-feira, 12 de Maio de 2010

2. O Caminho de Ferro em Portugal - breves apontamentos Segunda-feira, 31 de Maio de 2010

Os transportes urbanos sobre carris

os transportes urbanos sobre carris 1 Quinta-feira, 17 de Junho de 2010

O Carro Ripert: O Carro Ripert no Porto. O Carro Ripert em Lisboa. O Americano: O Americano no Porto 1872 / 1904. O Americano em Lisboa. O Americano em Braga. O Americano entre a Povoa de Varzim e Vila do Conde. A tracção a vapor: A tracção a vapor no Porto. A linha Penafiel-Lixa . A tracção por cabo: Os funiculares em Portugal: O ascensor do Bom Jesus em Braga; O Funicular da Nazaré; O funicular do Funchal; O Funicular dos Guindais 1891/1893 Porto. Os funiculares e ascensores de Lisboa: Elevador da calçada do Lavra 1884 ; Elevador da Glória 1885; Elevador da Estrela 189; Elevador da Bica 1892; Elevador da Graça 1893. Os Elevadores verticais: Elevador da Biblioteca 1897/1915 ;Elevador de S. Justa ou do Carmo 1898/1901.

os transportes na transição do século 19 para o século 20

1. A bicicleta Quinta-feira, 1 de Julho de 2010

2. Do Balão ao Dirigível Segunda-feira, 12 de Julho de 2010

O automóvel é referido no post  1932 o ano do Prólogo ao Plano do Porto Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010, sobre o Oldsmobile.

a publicar:

O Automóvel, o Avião, … 

_____________________

Personalidades

Esboço incompleto da extraordinária história de La Paiva (1819-1884) Segunda-feira, 18 de Outubro de 2010

______________________

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Apontamentos sobre terras, fortalezas e cidades em Os Lusíadas de Luís de Camões (4) II parte

DIU segunda parte

5. Diu na segunda metade do século XVI e inícios do século XVII.

Mas terminado o cerco e a fortaleza de Diu, tendo ficado muito destruída, impôs-se a sua reconstrução. Para isso, D. João de Castro mandou pedir por carta de 23 de Novembro de 1546, à Câmara de Goa e aos casados, 20 000 pardaus, dando como garantia, já que não tinha outros bens, a sua própria barba.

As obras de reconstrução foram dirigidas por Francisco Pires, tendo sido construída uma nova cava, e dando uma forma esquinada aos baluartes, adaptando-os à evolução da artilharia.

Até aos finais do século XVI, os portugueses numa afirmação de soberania do território, para além da reconstrução e reformulação da fortaleza, intervêm ainda no Baluarte do mar e na muralha da cidade, e edificam o o Paço do Governador, o Hospital dos Pobres, e ainda diversos edifícios religiosos como a igreja matriz, o convento franciscano e o colégio dos jesuítas.

Já sob o domínio espanhol (1580-1640), a pedido dos soberanos espanhóis, são realizados levantamentos das fortalezas do reino e deles constam alguns desenhos da fortaleza de Diu reconstruída.

(As circunstâncias em que estas imagens são desenhadas, tornam por vezes de difícil identificação os seus pormenores. É possível que existam neste texto e legendas imprecisões e mesmo erros.)

Em 1610, Manuel Godinho de Erédia (1563 - 1623), apresenta uma vista da fortaleza de Diu no seu álbum Plantas de praças das conquistas de Portugal : feytas por ordem de Ruy Lourenço de Tavora Vizo rey da India.

l26_thumb2

Manuel Godinho de Erédia (1563-1623). Plantas de praças das conquistas de Portugal : feytas por ordem de Ruy Lourenço de Tavora Vizo rey da India / por Manoel Godinho de Eredia Cosmographo. - 1610. BN Rio de Janeiro

A imagem de Erédia representa apenas a fortaleza, com um novo pano de muralhas a sul com um baluarte triangular, o Baluarte de S. Filipe, junto ao Baluarte redondo de Santiago, assinalado na imagem. No muro primitivo o Baluarte do Cavaleiro (primeiro de S. Tomé).

l26a_thumb2

A norte o baluarte de S. Jorge (1542), a porta e o cais.

l26d_thumb2

Na extremidade poente da ilha, a Couraça Grande ou da Barra.

Walter Rossa e Nuno Grancho, na obra citada escrevem “(…) Não sabemos com precisão a data da execução da Couraça Grande ou Baluarte da Barra - a generosa pla­taforma sobre a ponta da ilha - mas na sua Década XIII António Bocarro relata que foi da traça de António Pinto da Fonseca, pró vedor-geral das fortificações da índia, que por ali andou em meados da década de 1610, dando início ao processo de planificação da esplanada (…).”

No interior da fortaleza a grande Cisterna e o Csdntal del Rey.

l26c_thumb

A poente onde não aparece ainda a nova muralha, assinalada a Torre de menagem, (Baluarte de Menagem, o inicial baluarte de S. Tiago)

l26b_thumb3

A casa do Capitão marcada como Fortaleza e no exterior o Iogo da bola

l26f_thumb2

Na barra o Baluarte do Mar, ainda com a sua forma oval, e representado com muros baixos.

l26e_thumb2

No exterior da fortaleza o Hospital dos pobres (Hosp. pobres.)

l26g_thumb3

João Teixeira Albernaz no livro de Plantas das Cidades e fortalezas da conquista da India oriental, apresenta uma outra imagem intitulada Fortaleza de Dio, em que para além da fortaleza representa toda a ilha de Diu.

l27_thumb2

João Teixeira Albernaz I Plantas das Cidades e fortalezas da conquista da India oriental Portugal

A representação da fortaleza não difere muito da de Erédia, sendo contudo mais pormenorizada nas construções.

l27a_thumb2

A sul, assinalado o Baluarte de S. Tiago, e o Baluarte de de S. Filipe. No muro que corre para norte o Baluarte Chato, onde como o de S. Tiago, estão representadas peças de artilharia.

l27i_thumb

A norte a Couraça Grande, o Baluarte de S. Jorge com a porta e o cais. Junto do baluarte a igreja Matriz.

l27h_thumb2

O Baluarte de Menagem (S. Tiago) junto do qual se encontra a igreja da Misericórdia. Assinalado o Jogo da bola.

l27k_thumb

A igreja de Nossa Senhora da Esperança, a igreja de S. Pedro e assinalado um Tanque

l27b_thumb2

A muralha urbana, com baluartes e fosso e as três portas:dos Abaixis, de Fora e a Porta do Campo,

l27c_thumb2

A cidade está representada esquematicamente pelos quarteirões.

l27m_thumb2

Os mastros e o Hospital

l27d_thumb2

l27e_thumb2

As portas da muralha urbana: dos Abaixis, de Fora e a Porta do Campo.

O Baluarte do mar

l27g_thumb2

António Bocarro (1594? - 1642), que após João de Barros e Diogo Couto continuou as Décadas da Índia, (com a Década XIII) em 1635, no reinado de Filipe IV, publica o seu “O Livro das Plantas de Todas as Fortalezas, Cidades e Povoações do Estado da Índia Oriental”, onde expõe uma Discripção da Fortaleza de Dio” acompanhada por um desenho atribuído a Pedro Barreto de Resende.

l25_thumb2

O livro das plantas de todas as fortalezas, cidades e povoações do estado da Índia Oriental: estudo histórico, codicológico, paleográfico, índices e transcrição de Isabel Cid. - Lisboa: Imp. Nac. - Casa de Moeda, imp. 1992.

O desenho de Pedro Barreto de Resende, apresenta a ilha de Diu, dividida em três partes pelos fossos que acompanham as muralhas. Na ponta oriental a fortaleza, na área central a povoação, e a ocidente a área não edificada.

A Fortaleza

António Bocarro descreve a fortaleza como tendo uma forma “… quazy redonda, como da planta se vê, com hum muro de vinte pés de alto e de doze de larguo, feito com seus parapeitos de seis palmos, tudo de pedra e cal, com hüa cava que atravessa o muro que fica da banda da terra, de dez braças em partes de larguo onde mais estreita e onde mais larga de doze e de quinze braças, e de fundo de duas (todas braças de dez palmos cada hüa).”

A fortaleza tem de perímetro “… em circuito toda em roda, entrando a couraça, trezentas e sinco braças de dês palmos cada hüa.”

Está já construída a sul e a ocidente uma nova muralha, com “…três baluartes que estão lançados fora dos muros, em forma triangular, e cada baluarte tem de vão dez braças onde mais largos, e pera os ângulos vão estreitando.”

Está representado o Baluarte do mar “…que esta na barra desta fortaleza de Dio, como da planta se vê, he em figura oval. Tem de comprimento secenta e sete braças, de dês palmos cada hüa, e de largura, por onde mais, vinte, vindo estreitando na ponta ate ficarem dês. O mesmo he da mesma altura e largura que o da fortaleza. Tem este baluarte três peças de artelharia, duas de metal e hüa de ferro, porem todas de pequeno colibre, sendo que pode alojar e lhe são necessárias mais pessas. Pera as ditas três tem as munições bastantes, e lhe asiste hum capitão, com seis soldados e hum bombardeiro.”

l422a_thumb2

Do lado oriental o Baluarte de S. Filipe, mais para ocidente o Baluarte de São Nicolau, ambos com peças de artilharia.

No muro interior o Baluarte de Santiago, o Baluarte do Cavaleiro, e o Baluarte ou Torre de Menagem. Junto deste a igreja da Misericórdia.

l422d_thumb

Junto à ribeira o Baluarte de São Domingos ou da Madre de Deus.

l422m_thumb

No lado norte

A Couraça

O outro lanço de muro que corre ao longo do rio, defronte do baluarte da barra, tem de comprimento cem braças ate a rais, onde comessa a couraça, a qual, medindo da ponta do baluarte de sua rais ate a ponta que lança ao mar, tem esta couraça de comprimento setenta braças, e de largura...

l422b_thumb3l422r_thumb2

O Baluarte de S. Jorge e a Porta protegida por um torreão. Por trás da porta a Casa do Capitão.

l422o_thumb2

Dentro da fortaleza

“Mostrãoce dentro dos muros desta fortaleza grandes ruínas de muitas cazas que nella avia, muy nobres e fermozas, de dous ou três sobrados, onde antiguamente moravão muitos cazados portuguezes com suas famílias, os quaes, pella ma vezinhança que lhe fazião os capitães da fortaleza com seus criados e parentes, largarão as ditas cazas e se paçarão a viver fora, deixando-as cair e chegar aquele estado.

Estão ainda dentro dos muros hüa Igreja da See, outra da Mizericordia, o Hospital de Sua Magestade, hüa fermoza ermida de Sanctiago e a cadea publica e hüa cisterna de aguoa que leva vinte e quatro mil pipas, muy boa e bem concertada, e são tantas as mais cisternas particulares que ficarão das ditas cazas, que estas só bastavão, se se tiver cuidado dellas.

l25n_thumb2

O baluarte de S. Domingos ou da Madre de Deus.

l422m_thumb2

Na cidade

Tem esta cidade de Dio hum muro que a serca pella banda de terra (como da planta se vê), o qual he da mesma altura e largura que o da fortaleza, o qual he de quinhentas braças de comprido da banda de terra, que he a do norte, o qual tem hüa cava pella dita banda, de pouca largura e menos fundo, e não está de todo acabada com o comprimento do muro desta banda, onde ha dezoito baluartes ou redutos capazes pera se poder brigar delles com artelharia e mosquetaria, de que não tem nenhüa couza, fazendo conta de se lhe pôr quando ouver occazião de guerra

l422f---Cpia_thumb2

No topo sul o Baluarte dos Excomungados

l422z_thumb2

Os cazados portuguezes, que vivem oje nesta cidade fora da fortaleza, são sin­coenta e nove, avendo já sido muito mais. São pobres pellas ditas cauzas mas ainda assy tem, huns por outros, outros sincoenta e nove escravos que possão tomar armas, as quaes tem alguns, de cabides de lanças e espingardas, muy bastantes pera brigarem.

Afora estes cazados portuguezes e seus escravos, tem a cidade de Dio cem caza­dos pretos christãos que, ainda que os mais delles são officiais de officios mecânicos, contudo são todos homens de armas, e as tem de algüa sorte pêra poderem brigar com ellas.

Tem alem disto a cidade de Dio, dos muros da povoação pera dentro, hüa grande povoação de gentios, a maior parte casta guzarates, e alguns judeus brancos, e mouros, (…)

(…)em cazas de pedra e cal cubertas de terrados, porem feitas ao modo de mouros, escuras e com portas e janelas muy pequenas e as ruas muy estreitas, que serão oje três mil fogos, avendo já sido dez mil.

l422f_thumb2

Tem esta fortaleza de Dio alfandiga que rendeo já cem mil pardaos de mamudes ou larins, que he o mesmo.

l422i_thumb2

A Igreja de Nossa Senhora da Esperança

l422g_thumb2

E a Igreja de Sam Dominguos e a de Sam Paullo, que ainda que ouve dizerem muitos que as virão erão grandes padrastos a fortaleza, con­tudo considerados muy bem pellos ditos três ministros acharão que não convinha derruba-las, avendo derrubado cento trinta e cinco cazas muy nobres e grandes, que estavão edeficadas ao longuo da fortaleza, donde lhe podião fazer danno em algum accidente de guerra.

São Domingos

l422h_thumb

O Colégio jesuíta de S. Paulo.

Paulo Varela Gomes, na rubrica Arquitectura Religiosa da obra citada indica “ Deste modo podemos assumir que a igreja e o colé­gio dos jesuítas em Diu foram construídos entre 1601 e 1606, data indicada pelo padre Catão sem nota de fonte; que o arquitecto da igreja foi o padre Gaspar Soa­res (fundador - e traçador? - em 1606 do colégio da Companhia em Rachol, Goa, como sabemos pela cró­nica de Francisco de Sousa).l422i_thumb

A Mesquita ? e o Baluarte de S. Pedro

l422k_thumb

A Vista de Diu do século XVII do Arquivo Nacional Holandês em Haia.

Provavelmente da primeira metade do século XVII a estampa holandesa, destinar-se-ia a um eventual ataque à fortaleza de Diu. Estas imagens eram elaboradas a partir de descrições orais e escritas, de imagens conseguidas de autores portugueses ou elaboradas a partir de navios ao largo das fortalezas e cidades. Tinham por isso um sentido prático e militar, simplificando a visão de conjunto e fixando apenas pontos estratégicos e de referência visual.

l423_thumb2

Autor desconhecido Gezigt op de Stad en omstreken van Diu. (vista sobre a cidade e arredores de Diu) século XVII, Nationaal Archief, Den Haag

Estão representadas a fortaleza, a cidade entre a fortaleza e a muralha, e o resto do território da ilha sem chegar ao seu limite ocidental.

Entre a fortaleza e a cidade o espaço não edificado, por razões militares. A cidade é representada esquematicamente pelo traçado das ruas, e apenas na costa sul e norte tem representações de edifícios.

l423a_thumb2

A Fortaleza

A fortaleza é desenhada com uma forma regular que não corresponde à sua verdadeira forma. l423b_thumb2

A nascente está desenhado o duplo muro, mas no muro exterior os baluartes são arredondados. l423c_thumb

No interior da fortaleza um percurso longitudinal que une o Baluarte da porta da primeira fortificação à Couraça Grande na ponta oriental da ilha. Deste percurso partem outros dois, um ligando a porta com a capela de S. Tiago; e o outro com a igreja Matriz. Um outro caminho percorre o perímetro interior da fortaleza.

l423b---Cpia_thumb

l423e_thumb

Marcada com a letra O, uma construção que se refere possivelmente às cisternas.

l423r_thumb

Com as letras A, B, e C a Couraça Grande

l424_thumb

Com a letra F o baluarte de D. Jorge e com a letra N, adossada ao muro a igreja da Misericórdia.

l425_thumb

Em frente ao Baluarte de S. Jorge, o Baluarte do Mar, letra T com uma configuração já semelhante à que hoje apresenta.

l429_thumb3

A cidade

A poente da fortaleza uma zona sem edificações, e a cidade desenhada por uma estrutura viária mais ou menos regular e limitada pela muralha com oito baluartes.

l426_thumb2

A sul uma faixa onde estão representadas diversas construções e o Baluarte dos Excomungados. (letra P)

l427_thumb2

l423t_thumb2

O Colégio de S. Paulo com a letra W

l428_thumb2

No limite norte com a letra S a Alfândega, o Arsenal e o cais.

l423f_thumb

l423x_thumb2

O exterior da muralha

A muralha da cidade, é também representada esquematicamente e sem a cava ou fosso, na área exterior algumas construções dispersas, casas, capelas, tanques, etc.

l430_thumb2

l423h_thumb

l423u_thumb2

É apontada uma passagem entre a Terra firme e a ilha de Diu com a letra a, o que consolida a ideia de se tratar de uma carta militar.

l431_thumb2

Em Gogolá a indicação com a letra Z de uma muralha, correspondente à antiga paliçada existente.

l423v_thumb2

Finalmente, porque aparece muitas vezes como a imagem de Diu nos séculos XVI e XVII a estampa do álbum Civitates Orbis Terrarum I publicado pela primeira vez em 1572, de Braun and Hogenberg, inserida numa página em que está também representada Goa.

l408_thumb3

A imagem certamente realizada a partir de descrição, provavelmente a de Fernão Lopes de Castanheda (1) quase nada tem a ver com a realidade. A cidade, totalmente rodeada de muralhas, é apresentada como ocupando a quase totalidade da ilha.

(1) Fernão Lopes de Castanheda “Persea lhe chama Diu, & os índios Debixa : está situada em hüaa das põtas da enseada de Cambaya da banda do norte que ho mar cortou, & fez hüa pequena ilha quasi pegada cõ a terra firme : & tanto que dela pera a cidade se servem por hüa ponte de pedra : a cidade esta ë vinte & três grãos seria do tamanho de Evora cercada de bõs muros fundados da banda do ponëte sobre hüa grande & alta rocha em que bate ho mar, &da banda da terra tinha hü baluarte füdado nagoa, de que atravessava hüa cadea de ferro muyto grossa aos muros da cidade, que se levantava & abaixava com cabrestãtes, & coela se çarrava ho porto de maneyra que as nãos questavã dëtro ficavão muyto seguras, & não podião entrar nele estrangeyros sem lhe abayxarem a cadea. São todas as casas desta cidade de pedra & cal, & de sobrados, tem muyto bõ porto & limpo, salvo que të na entrada hü banco : he povoada de muytos mercadores, mouros & gentios. E por isso he de grande trato, & mayor que todas as cidades da costa de Cambaya, que era causa de rëder muyto a el rey de Cambaya.

l407---Cpia_thumb2

Na ponta oriental não se destaca a fortaleza, e apenas estão representadas uma construção de defesa e uma enorme torre.

l407n_thumb2

Aquilo que atraiu o desenhador, na descrição a partir da qual elaborou a imagem, e que identifica Diu, é a pesada corrente que encerrava a entrada da barra. No entanto o Baluarte do Mar é representado como um torreão de planta quadrada.

l407m_thumb2

A porta é apenas uma abertura na muralha de onde parte um cais rematado por um torreão.

l407o_thumb2

Na zona ribeirinha dois estaleiros navais.

l407p_thumb4

Na parte ocidental da ilha e exterior à muralha apenas um pequeno território.

l407r_thumb2

Numa colina uma construção não identificada. O desenho das casas é esquemático e repetitivo, nada tendo de realista.

l407s_thumb2

l407t_thumb3

6. Não cabe neste texto o destino de Diu a partir do início do século XVII, sendo apenas de referir que embora Diu estivesse na posse de Portugal até 1961, para além da fortaleza, muito pouco resta dessa presença portuguesa e das edificações do século XVI.

Apenas para comparação o pormenor da fortaleza, orientada para sul, na “Planta do Castº, Praça e Cidade de Dio, levantada e desenhada pelo Capitão de Infantaria José Aniceto da Silva, em 1833". Lat. 20º 43’ 47’’ GEAEM.

l460